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#ficahaddad

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 01/10/2016

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Meu querido pai, em 1989, eu votei pela primeira vez. Era a primeira eleição direta para presidente, após 20 anos de ditadura. Com pouca consciência política, estava insegura em quem votar. Acabei decidindo votar 13, após ler uma carta que você nos escreveu, explicando o projeto do partido de inclusão social. Mais de 25 anos depois, nós experimentamos a alegria e a tristeza de ver o Partido dos Trabalhadores chegar ao poder e deixar de lado todo seu discurso ético pela sua manutenção no poder.

Há três eleições eu voto em branco por não me identificar com nenhum candidato, partido ou proposta de governo, mas amanhã vai ser diferente. Vou votar com convicção e queria dividir com você os principais motivos pelos quais eu quero a permanência de Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo.

Em primeiro lugar, a gestão de Fernando Haddad foi muito além do projeto de redução de velocidade e da implementação de ciclovias, aspectos que seus adversários e os anti-petistas não cansam de metralhar. Nos dois primeiros anos de governo, a prefeitura trabalhou duro para implementar o processo participativo de revisão do Plano Diretor Estratégico e aprovou em 2012 um plano ultra contemporâneo que deve reger o desenvolvimento da cidade nos próximos 16 anos. Foram centenas de audiências públicas, seminários e oficinas, com a participação de cerca de 25 mil pessoas para chegar a um plano de desenvolvimento integrado que aborda a mobilidade urbana, moradia, o desenvolvimento econômico e o meio ambiente.

O principal objetivo desse plano é tornar SP uma cidade mais humana. O sonho de Haddad é que “Todas as pessoas que morassem em São Paulo, ao sair de sua residência, continuassem a se sentir em casa”. Isso quer dizer reduzir as distâncias físicas e sociais, respeitar as diferenças e ampliar o direito que todo o indivíduo deve ter de viver a cidade.

Com mais de 12 milhões de habitantes, grande parte dos paulistanos mora na periferia e gasta até 6 horas para ir e vir de casa para o trabalho todos os dias. A nova lei de zoneamento estimula o crescimento da cidade nas proximidades do transporte público (linhas de trem, metrô e corredores de ônibus) e reforça a criação de Habitação de Interesse Social em áreas bem localizadas. Isso quer dizer, pela primeira vez, oportunidades reais de pessoas de baixa renda morarem mais perto de seus empregos. O projeto de mobilidade urbana, deixa de reverenciar o automóvel e se alinha com as principais cidades do mundo, como Nova York, Londres e Paris. Reduzindo os limites de velocidade, aumentando as faixas exclusivas de ônibus e estimulando outros modos de deslocamento, como a bicicleta. Sem contar a criação de parques, abertura de importantes ruas e avenidas aos domingos para o uso exclusivo de pedestres e ciclistas e ações nas áreas de meio ambiente, educação, e saúde, que antes de dizer que não existiram, pesquise um pouco e descubra que foram feitos avanços. E, ainda por cima, Haddad fez tudo isso reduzindo a divida da prefeitura pela metade, e recuperando R$ 278 milhões para os cofres  públicos com ações anticorrupção.

Não sou ingênua a ponto de achar que esse seja um governo perfeito, mas como disse meu amigo Ken Fujioka, Haddad fez “acertos importantes e erros corrigíveis”.  Também questiono o partido que ele faz parte, a coalisão Haddad & Chalita e os possíveis apoios que venham a ocorrer, se ele for para o segundo turno, mas não consigo enxergar opção melhor. Dória? Nem o PSDB avaliza. Marta? Como disse meu amigo Adauto, parece que embotocou o cérebro. Russomano, candidato com ficha suja, não vou nem comentar. Nenhum deles tem um projeto de cidade que faça sentido ou me seduza. Entregar nossa cidade nas mãos dessas pessoas em nome de “não votar no PT”, para mim, parece uma saída fácil, uma “lavada de mãos”.

Nessa São Paulo, que a manicure me contou que gasta menos tempo no ônibus, que se pode marcar hora fazer uma consulta médica, que estimula o desenvolvimento rural sustentável, que eu posso me deslocar de bicicleta, que minha filha diz que quer ir de novo naquela rua grande que fecha (a Paulista), que eu me sinto em casa e quero morar. Eu amo essa São Paulo mais humana, que conheci nos últimos quatro anos. Por isso acredito que esse projeto deve continuar e digo “Fica Haddad”.

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nas nuvens

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 17/06/2013

No primeiro post deste blog “do subsolo para o céu” eu narrei a sensação de deixar a minha sólida carreira de publicitária e ingressar na nova vida de estudante de arquitetura. No meu aniversário de 41 anos, posso dizer que eu me senti realmente nas nuvens. Estar de volta à faculdade, poder curtir minha filha, completar 5 anos de casada com o Duda, ter uma família tão presente, e retomar a convivência com os amigos me fazem uma pessoa muito feliz. Obrigada Duda, Iza, toda a minha família e amigos por fazerem parte da minha vida.
(Ilustração feita no Skye restaurante-bar).

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MENOS é MAIS

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 26/03/2012

Le Corbusier foi umas das figuras chaves do movimento moderno da arquitetura. Um arquiteto que se colocava claramente contra rebuscamentos. Ele almejava arrancar a arquitetura de seu impasse estilístico, buscando formas que fossem tão modernas e revolucionárias quanto o novo século, a era da máquina. Para esse arquiteto, a beleza estava na intenção, na proporção, na geometria que combinava retas e formas puras.

Ano passado, tive o privilégio de estudar História da Arquitetura com a professora Joana Mello. Interessada, dedicada, inteligente e exigente, ela nos fez viajar pela história da formação da arquitetura moderna, analisando os principais movimentos que o precederam e o constituíram e os arquitetos que se destacaram durante esse período.

Em uma de suas provas tínhamos que escolher um arquiteto e uma de suas obras para dissertar  sobre sua importância na constituição do movimento moderno. Eu escrevi sobre Le Corbusier e sua obra Villa Savoye. O resultado do trabalho agradou bastante a mim e a professora. Por isso queria dividir com vocês a pequena tese e uma linha do tempo sobre a vida e obra do artista. Façam bom proveito!

o que fizemos com o ócio?

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 16/03/2012

 

Olhando o pastor Tim tirando uma soneca a tarde, fugindo do sol escaldante, penso como é sábia a natureza dos bichos, o que me faz refletir sobre o ócio humano, ou melhor a falta dele nos dias atuais. A discussão sobre a falta e uso do tempo livre não é nova, mas cada vez mais ela está presente no nosso dia-a-dia. Basta observar qualquer conversa de bar ou entrar em comunidades como o Face Book e ver quantas pessoas reclamam de trabalhar demais e da falta que sentem de ter mais tempo para o lazer e convívio com a família e os amigos.

Li um texto* interessante, recomendado pela professora de História do Urbanismo,  que fala sobre a sociedade em vivemos: a sociedade de trabalho – na qual o trabalho constitui a base da vida humana e, portanto, aqueles que trabalham fazem parte dessa sociedade e os que não trabalham são automaticamente colocados à margem dela.

A autora Maria Stella Martins Bresciani destaca que o objetivo dessa sociedade é produzir sistematicamente cada vez mais, buscando a exploração máxima da mão-de-obra (que no início do processo de industrialização trabalhava cerca de 14 horas/dia) e o mínimo de tempo ocioso das máquinas. Ao contrário do artesão que trabalhava o suficiente para subsistir, o tempo do trabalhador é utilizado de forma contínua e totalmente controlado pelo patrão. Essa exploração do trabalho revela uma contradição: o homem é arrancado do tempo regulado pela natureza, da sua tendência natural à insolência e à liberdade e obriga a si mesmo a trabalhar muito mais do que descansar ou divertir-se. A busca inicial por mais riqueza e conforto parece ter trazido, para a grande maioria, mais pobreza e desconforto.

O modelo americano, que a grande maioria das empresas brasileiras parecem seguir, de trabalhar mais para consumir mais não parece trazer tanta felicidade assim. Eu já vi muita gente abandonar esse sistema, eu mesma fui uma delas. O problema é como sobreviver de forma saudável à margem dele.

Outra reflexão interessante sobre a relação entre trabalho e ócio é a tese bastante conhecida do sociólogo Domenico de Mazi “ O ócio criativo”. Nessa tese, que deu origem ao livro de mesmo nome, o autor destaca dois problemas opostos da sociedade pós-industrial: o excesso de trabalho para uns e a falta de emprego para outros. Insatisfeito com o modelo social centrado na idolatria do trabalho, ele propõe uma maior interação entre o trabalho, o tempo livre e o estudo, onde os indivíduos são educados a privilegiar a satisfação de necessidades radicais, como a introspecção, a amizade, o amor, as atividades lúdicas e a convivência. Parece-me bem mais interessante.

De qualquer forma, não precisamos de muitas teses para concluir que temos maltratado demais o ócio, pois a maioria das vezes priorizamos o trabalho e deixamos o descanso de lado. Muitas vezes penso que sábios são os funcionários da fazenda ou peões de obra que fazem a ciesta no chão, um descanso no meio do dia de invejar qualquer executivo engravatado. Pense nisso e tente tratar com mais carinho o seu ócio, mesmo que isso te custe ganhar menos dinheiro. Posso te dizer que vale muito a pena.

(*) BRESCIANI, Maria Stella Martins. Lógica e dissonância. Sociedade de trabalho: lei, ciência, disciplina e resistência operária. In Revista Brasileira de História. São Paulo, v.6, n.11, p.7-44, 1985 – fev 1986.

sonhar não custa nada

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 07/03/2012

Muito antes de pensar em estudar arquitetura, sonho em viver numa São Paulo diferente. Também antes do conceito sustentabilidade ser tão usado e desgastado, eu já desejava ver os rios da nossa grande cidade limpos. Todos sabemos que a vida surgiu na água e dela depende para continuar a existir. A criação de diversas aldeias, povoações e cidades também estão diretamente relacionadas à água. Muitas civilizações, ao escolher um lugar para estabelecer-se, optaram por fixarem-se às margens de rios, pois esses são produtores de alimentos, vias de transporte, demarcadores de território, geradores de energia e espaços públicos de convívio e lazer. Esse foi exatamente o caso da vila de São Paulo, fundada em 1554 entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, em sítio próximo aos Rios Pinheiros e Tietê.

A parte triste da história é que quase 500 anos depois toda a riqueza e vida relacionadas com esses rios simplesmente desapareceram, ou melhor, foram destruídas. Geralmente, quando pensamos nos rios paulistas apenas coisas ruins passam pela nossa cabeça: poluição, esgoto, mal cheiro, enchentes, trânsito. Estabelecemos uma relação distante e negativa com os rios e preferimos o mínimo de contato com eles. Nos aproximamos deles apenas sobre as rodas do carro, ônibus ou trem, com exceção dos corajosos ciclistas que andam usufruindo da ciclovia da Marginal (fala Mastroti!!). A maioria de nós não quer vê-los, não quer cheirá-los. Há quem pense que seria melhor se eles não existissem.

Por tudo isso resolvi fazer um projeto que colocasse em questão a relação das pessoas com os rios da cidade, para participar de um concurso com o tema sustentabilidade da Escola da Cidade. Eu não ganhei o prêmio, mas como curti muito fazer o projeto, achei que seria legal dividi-lo com vocês. A minha proposta tem o objetivo de minimizar a percepção negativa que os habitantes de São Paulo tem dos seus rios e propor uma visão otimista, pois concordo com o professor e pesquisador Zysman Neiman: “Não basta despoluir o rio! Mesmo que ele volte a correr límpido, piscoso, potável, de nada modificará a percepção que a população tem do seu ‘esgoto a céu aberto’. O rio precisa voltar a se incorporar na vida do paulistano e, para isso, a única alternativa é reconstituí-lo como espaço de lazer.”*

Com a ajuda do querido professor Roberto Pompéia projetei uma ponte sobre o rio Pinheiros, conectando duas áreas verdes: o parque Villa Lobos com a Cidade Universitária. Uma ponte construída com madeira de reflorestamento laminada para uso exclusivo de pedestres, ciclistas e skatistas, que serve de passagem e área de lazer, uma ponte de encontro dos moradores dos bairros que estão separados pelo rio. A base da ponte serviria a todos os usuários e o arco de sustentação seria também usado como passagem para ciclistas e skatistas fazerem uma travessia com sabor de aventura, já que sua inclinação máxima seria compatível com as das pistas de skate e mountainbike.

Essa ponte poderia ser replicada em outros bairros, estimulando a população a ter um contato mais direto e prazeroso com seus rios e, quem sabe assim, todos nós abriríamos olhos, narizes e bocas e nos mobilizaríamos para resgatar a relação original que os primeiros cidadãos paulistas tiveram com suas águas.

*“Queremos nadar no nosso rio! O simbolismo da balneabilidade para a construção do conceito de qualidade de vida urbana”, em L. Dowbor & R.A. Tagnin (orgs), Administrando a água como se fosse importante: gestão ambiental e sustentabilidade (São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2005), p 266.

um ano fora do ar

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 07/03/2012

A gestação e os primeiros três meses de vida da minha filha foram os motivos que me tiraram do ar por um ano. Como acontece com a maioria das mães de primeira viagem o foco da vida se torna o bebê.  Agora que a pequena já está com quase 5 meses vou retomar o blog, embora eu tenha decidido me afastar da faculdade, em 2012 , para cuidar da filhota. Meus próximos posts vão contar as coisas mais legais que vi, aprendi e projetei nesse ano que passou.

Ps.: Esse desenho eu fiz a partir do ultrassom de 20 semanas da Iza.

podem cortar a luz!

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 02/03/2011

Hoje eu estava tomando café da manhã e lendo o jornal tranquilamente quando o interfone tocou e o porteiro me avisou que iam cortar a luz de casa. Eu fiquei atônita, até onde eu sabia, a conta estava há muito tempo em débito automático, portanto aquilo deveria ser um engano. Conversando com o cara que recebe para cortar a energia da casa dos outros descobri que havia uma conta pendente no valor de R$20,86, de junho/2008. E o pior, que havia um lembrete dessa dívida nas contas recentes, mas como as letras são pequenas, eu não tinha me dado conta disso.

Eu pedi para fazer o pagamento na hora, já que tem uma agência bancária aqui do lado, para evitar o corte e todo transtorno que poderia ocorrer. Percebendo meu desespero, o tal homem me ofereceu a seguinte “ajuda”. A senhora paga a conta até o fim do dia e acerta comigo a taxa de religação de R$ 50,00. Eu não corto a luz e dou baixa no sistema. Ele ainda justificou. Eu mesmo vou ficar sem receber a minha comissão pelo serviço, esse é o valor que meu chefe recebe da Eletropaulo para cortar a luz, e eu tenho que repassar para ele.

Confesso que minha primeira reação foi fingir que eu estava acreditando na sua boa vontade e pagar os malditos cinqüenta reais para esquecer o problema rapidamente. Mas ainda bem que eu tive que subir no meu apartamento para pegar dinheiro, só tinha quinze reais na carteira e pude pensar duas vezes. Então, eu interfonei para o porteiro e disse. Pode mandar cortar a luz. Vou resolver a coisa do jeito certo.

Fui até a loja mais próxima da Eletropaulo para fazer o pagamento da conta e pedir a religação que custou R$ 36,00 (taxa de urgência de 4h, se fosse a normal para religação em 24h, seria R$ 6,00). Gastei ao todo uma hora para resolver a questão e quando cheguei em casa, no fim do dia, a energia tinha realmente voltado. Ufa!

Para mim foi uma pequena lição de que vale a pena gastar um pouco de tempo para ser honesta. Estou cansada de reclamar e ver pessoas ao meu redor reclamarem da corrupção dos políticos e fazer o mesmo em seus pequenos gestos do dia a dia. E a desculpa, na maioria das vezes, é evitar o trabalho ou o tempo dispendido para fazer a coisa do jeito certo, pois só os idiotas, CDFs fazem assim. No dia em acreditarmos que o tempo gasto com uma pequena atitude ética é mais importante do que outras milhões de coisas que fazemos no nosso dia a dia, poderemos mudar esse país.

E o que isso tem a ver com arquitetura? Tudo. Os bons arquitetos planejam boas cidades para bons cidadãos.

caleidoscópio de Gaudi

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 27/02/2011

Sem dúvida, em termos de arquitetura, a coisa mais impressionante que eu já experimentei foi entrar na Sagrada Família, em Barcelona.

Minha expectativa era enorme, eu havia visto em muitas revistas, livros e aulas fotos das suas monumentais fachadas, mas seu interior superou todas as minhas fantasias sobre como era estar lá. O curioso é que eu não me lembrava de ter visto imagens do seu interior e acabo de checar em dois livros sobre a obra completa de Gaudi e só encontrei uma mísera foto.

Não dá para explicar. É uma combinação de forma, cor e luz incrível. Esta foto tirada pelo Duda transmite um pouco a sensação que sentimos ao estarmos lá. Eu, que não sou nada religiosa, ajoelhei, rezei e chorei. Agradeci por estar ali e pedi para estar viva e poder voltar quando a obra do templo, que já dura mais de cem anos, terminar.

Veja mais fotos do interior e da maquete do projeto aqui.

voy de bici

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 20/02/2011

Acabo de voltar de uma viagem de 20 dias entre Portugal e Espanha. Foi incrível ver ao vivo muitas coisas que eu estudei na faculdade esse ano, como cidades medievais muradas, a Sagrada Família de Gaudi, o pavilhão da Alemanha em Barcelona de Mies Van der Rohe e a arquitetura Manoelina, mas não vou falar disso agora.

Nesse post, vou falar de uma coisa que me chamou muito a atenção na Espanha: o uso da bicicleta como transporte público e opção de lazer, pois eu sempre que posso, dou umas pedaladas aqui em SP, na fazenda ou na praia.

Em Barcelona existe o Bicing, um novo meio de transporte que complementa o transporte público tradicional, e tem a finalidade de cobrir pequenos trajetos diários dentro da cidade. São 401 estações, próximas às estações do metrô, de trem e de estacionamentos públicos, com um total de 6.000 bicicletas. Não se trata de um sistema público de aluguel para uso recreativo ou turístico. Só quem vive na cidade pode usar, e o sistema de pagamento pune quem devolver a bicicleta depois de duas horas. Calma, para turistas, há outras opções para alugar bicicletas, há passeios guiados pela cidade, e as ciclovias  são abertas a todos. Vimos muito gente usando essas bicis em Barcelona, mesmo estando frio e alguns dias chovendo. O mais impressionante é que elas eram sempre retiradas, usadas e devolvidas com muito cuidado. Exemplo de uso do bem público como se fosse privado. Seria muito bom se no Brasil as coisas fossem assim.

Outra coisa bacana que está sendo muito divulgada lá (eu vi na TV) são as Vias Verdes. Desde 1993, o governo federal em conjunto com a iniciativa privada está transformando antigas linhas de trens desativadas em vias para uso exclusivo de cicloturistas, caminhantes e pessoas com mobilidade reduzida. Segundo texto do site “As Vias Verdes constituem um instrumento ideal para promover na nossa sociedade uma cultura nova do ócio e esporte ao ar livre, da mobilidade não motorizada. Representa um claro apoio à cultura da bicicleta, ao generalizar seu uso entre todos os cidadãos, desempenhando um importante papel educativo, em especial para os jovens.” Vi, nesse programa de TV, todo tido de gente usando essas vias. E além de promover o lazer das pessoas que usam as vias, o turismo está ajudando a desenvolver as pequenas cidades por onde as vias passam. Simples e fantástico.

Infelizmente estamos um pouco longe disso, mas no que depender de mim, como cidadã ou arquiteta farei o possível para estimular o uso da bicleta. E assim poder dizer mais: voy de bici.

álbum ilustrado 2010

Posted in Uncategorized by tijoloportijolo on 15/02/2011

De todas as novidades da minha vida nova acho que as duas mais legais foram o desenho e as viagens. Como passei a ter mais tempo livre pude viajar muito mais e, nessas viagens, deixei a máquina fotográfica de lado e passei a registrar esses momentos através dos desenhos. Gostei tanto dessa combinação que fiz uma seleção dessas ilustrações e montei um álbum ilustrado. Os desenhos não têm a pretensão de serem reais, perfeitos ou bonitos, eles apenas transmitem um pouco da sensação que eu vivi nessas viagens. Você pode conferir o álbum aqui.